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Curso com Chaim S. Katz e Miguel Calmon

quarta-feira, 20 fevereiro , 2013

Encontro sábado, dia 13/04/2013.

Para pensar violência autoritarismo/autoridade

Coordenação: Miguel Calmon e Chaim S Katz

Debates abertos a todos.

 

Indiscutivelmente, há um uso excessivo do conceito de violência e das identificações deste com o que seria “a” violência. Isto se inicia com Aristóteles (348-322 A.C.; mesmo que tenha predecessores, como o sofista Antístenes, por exemplo). Para ele, os seres são individuais e por isto contingentes. Por isto, só poderiam ser pensados desde sua essência, que seria universal.

Universal, pois segue e obedece a características que se impõem a toda emergência dos modos de ser (fenômenos). Tais características se inscrevem de modo universal e formal, eis o que ele denomina de Lógica. Se os processos individuais só existem segundo (e seguindo) uma lógica, ambos os processos -o empírico e o formal- se encontram nas individualidades. Trata-se, portanto, de um ser natural para os fenômenos. E a violência?

Por exemplo, para corroborar a naturalidade da escravidão (fenômeno comum e quase obrigatório nas relações sociais de “sua época”), Aristóteles terá que naturalizar o fenômeno da violência. Os escravos não teriam direito a nenhuma naturalidade, pois seriam produtos de um domínio dos outros nobres (e vencedores) sobre seus corpos e mentes. O escravo trabalha e obedece para compor necessidades universais. Sua individualização ou individuação é impossível desde que, não tendo natureza própria, existe apenas para compor outras naturezas verdadeiras, a dos senhores. A prática social aristotélica se afirma e universaliza desde a Lógica, que independeria do modo de constituir-se de outras  individualidades. Isto se perpetua desde a herança, através do sêmen do pai, que transmite sua alma para o filho (instrumento de pensar atualizado genomicamente!!).

Então e portanto, a herança aristotélica vigora até hoje, inclusive na Psicanálise com seu aggiornamento desde a teoria do Absoluto enquanto Nome-do-Pai ou dos fazeres autorizados ou geridos unicamente por este.  É assim que se leem ou/e se interpretam as similitudes entre narcisismos e agressão, violência e agressividade.

O homem é animal, mas animal também  humano. Ensinou Freud que a violência sendo uma intensificação da angústia de morte, o singular do humano está sempre se transformando. É o que Heráclito (535; 435A.C.; fragmento 119) chamara de dáimon, ethos anthropon daimon, a morada (ethos) é o daimon do homem e o dáimon é o que se chama a morada do homem (segundo J. P. Vernant). A violência é sempre virtualizada no dáimon e nele se expressa. Donde, violência incluída nas fundações e emergências dos estares humanos, como em Walter Benjamin (1892-1940), com quem se aprende que a violência criativa (divina e humana) se opõe à violência branca, suave e insistente, das máquinas de reproduzir ou repetir mecanicamente.

A casa, o ethos do homem, sua morada nos impõe pensar  que o processo do fazer-se humano é permanente e se insepara de violência, pois inexiste o natural no homem, que está sempre a se fazer. O animal humano habita e é habitado pela violência, pela ruptura incessante de seu limites e pelo erguimento constante de fronteiras que experimentam barrar o ilimitado.

É sobre isto que tentaremos falar, neste Encontro em homenagem ao querido amigo Saul Fuks.

 

Data: Sábado,  13 de abril de 2013.

 

PROGRAMAÇÃO

09:30h.

Filosofia:  Pedro Duarte

Autoridade e Violência (Benjamin, Arendt, Agamben).

intervalo

11:15h.

Ciência Política: Luis Eduardo Soares

Cidade e Governabilidade

intervalo

13:00h.

Psicanálise:   Chaim Samuel Katz e Joel Birman

Complexo de Édipo, autoridade e autoritarismo

 

 

LOCAL: auditório do Leblon Medical Center, rua Carlos Gois, 375.

Secretaria, recepção e tesouraria: Lucia Elias  2266-3300

Preço: R$ 100,

Vagas limitadas.

 

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